domingo, 16 de janeiro de 2011

Um pouco de história para pensar


Recebi de uma grande amiga um livro para ler.
Como gosto de ler, tenho uma lista de espera, kkkk... Só agora pude começar a apreciá-lo e ao ler este texto, decidi compartilhar com vocês.
Na página 9 do livro tem a seguinte orientação: “Quando lemos uma história que nos toca especialmente, queremos logo dividi-la com alguém de quem gostamos muito ou que temos alguma afinidade. Quando um a das histórias deste livro os tocar mais profundamente, fechem os olhos e pensem: Quem precisa ouvir esta história agora?... Fazendo isso, a história passará a adquirir um sentido ainda mais profundo para você”.

E,E,E...
No canto de minha escrivaninha há um bilhete, amarelando lentamente e enrugado pelo tempo.
É um cartão mandado por minha mãe, contendo apenas quatro frases, mas com impacto suficiente para mudar minha vida para sempre.
Nele, ela elogia, sem restrições, minhas habilidades como escritora. Cada frase está cheia de amor, oferecendo exemplos específicos do que minha atividade significou para ela e meu pai.
A palavra “porém” nunca aparece no cartão. Entretanto, a palavra “e” está lá quase meia dúzia de vezes.
Sempre que o leio – o que acontece quase todos os dias – lembro-me de perguntar a mim mesma se estou fazendo a mesma coisa por minhas filhas. Perguntei-me quantas vezes eu disse “mas” a elas e a mim mesma, afastando-nos da felicidade.
Odeio dizer que foi com mais frequência do que eu gostaria de admitir.
Ainda que nossa filha mais velha normalmente só tivesse 10 em seu boletim, nunca ouve um semestre em que pelo menos um dos professores não sugerisse que ela falava demais em sala de aula. Eu sempre me esquecia de perguntar-lhes se ela estava melhorando o seu comportamento, se seus comentários contribuíam para a discussão em andamento ou encorajavam um aluno mais calado a falar. Em vez disso eu ia para casa e a cumprimentava: “Parabéns! Seu pai e eu estamos muito orgulhosos de suas realizações, mas será  que você poderia tentar baixar o tom em sala de aula?”
O mesmo era verdade para nossa filha mais nova. Como sua irmã, ela era uma criança adorável, inteligente, articulada e amigável. Ela também usa o chão de seu quarto e o do banheiro como armário, o que me levou a dizer, em mais de uma ocasião: “Sim, este projeto é ótimo, mas arrume o seu quarto!”
Percebi que outros pais fazem o mesmo: “Toda a nossa família estava junta no Natal, mas Kyle escapuliu cedo para brincar com seu novo jogo de computador”, “O time de hóquei ganhou, mas Mike deveria ter feito aquele último gol”, “Amy é a Rainha da Primavera, mas agora quer 200 dólares para comprar um vestido e sapatos novos”.
Mas, mas, mas.
Ao contrario, aprendi com minha mãe que se você quer realmente que o amor flua para seus filhos, comece a pensar “e, e, e...”
Por exemplo: “Toda nossa família estava junta no jantar de Natal e Kyle conseguiu ficar craque em seu novo jogo de computador antes que a noite tivesse terminado”, “O time de hóquei ganhou e Mike fez o melhor que pôde durante todo o jogo”, Amy é a Rainha da primavera e ela vai estar linda!”
A verdade é que “mas” não faz sentir bem e “e” faz. E quando falamos de nossos filhos, temos de fazê-los sentir-se bem. Quando se sentem bem com eles mesmos e com o que estão fazendo, fazem ainda mais, aumentando sua autoconfiança, seus critérios e as conexões harmoniosas com os outros. Quando tudo o que dizem, pesam ou fazem é qualificado ou desprezado de alguma maneira, sua felicidade azeda e sua raiva aumenta.
         Isso não quer dizer que as crianças não precisam ou não vão corresponder às expectativas de seus pais. Precisam e vão independentemente de essas expectativas serem boas ou ruins. Quando essas expectativas são consistentemente inteligentes e positivas e então são ensinadas, modeladas e expressas, coisas inacreditáveis acontecem: “Vejo que você cometeu um erro. E sei que você é inteligente o bastante para descobrir o que fez de errado e tomar uma decisão melhor da próxima vez.” Ou: “Nós trabalhamos duro para ganhar dinheiro e sei que você pode nos ajudar a descobrir um jeito de pagar pelo que você quer”.
         Não basta dizer que amamos nossos filhos. Em uma época em que a frustração cresceu aterradoramente, não podemos nos dar ao luxo de limitar a expressão do amor. Se quisermos diminuir o som da violência em nossa sociedade, teremos que aumentar o volume da atenção, do elogio, da orientação e da participação no que é correto para nossos filhos.
“Chega de mas!” é o toque de chamada para a felicidade. Também é um desafio, a oportunidade fresca diante de nós, todos os dias, de concentrarmos nossa atenção no que é bom e promissor a respeito de nossos filhos e de acreditarmos de todo coração que eles, eventualmente, serão capazes de ver o mesmo em nós e nas pessoas com quem, no final, irão viver, trabalhar e servir.
E, se algum dia eu me esquecer, tenho o bilhete de minha mãe para lembrar-me.
Robin L. Silverman  

Texto extraído do livro Histórias para aquecer o coração – 50 histórias de vida e sabedoria - Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Hether McNamara -  Ed. Sextante

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ufa, consegui

Sou uma mãe como tantas outras que acredita fazer tudo correto e de repente descobre que falhou... Nossa, que vazio! Nesta hora penso... -"O cara que criar o manual para ser pai e mãe fica milionário".
Na profissão tenho muitas experiências, afinal são mais de 20 anos acreditando no que faço e faço com amor. Não sou santa em dizer que nunca pensei em mudar, é mentira, mas acredito que nesta vida nada acontece por acaso e se estou há tanto tempo na educação é por evolução e crescimento. Há tempos aprendi a lutar pelo meu trabalho, como diz uma amiga - Abro uma gaveta de cada vez - e vou tocando a vida.  Ao desejar e criar este blog meu intento é compartilhar com vocês todas as experiências possíveis e com isso promover meu crescimento e passar para cada um que acessá-lo um pouco da minha emoção de viver. Quando trocamos confidências das emoções descobrimos que não somos únicos no mundo e isto de certa forma nos conforta e faz-nos erguer a cabeça e seguir em frente.
Abraços, Carla